A necessidade de valorizar a arte e a cultura portuguesas e de cultivar um espírito empreendedor domina o programa do 8º Encontro anual de Estudantes e Investigadores e Portugueses no Reino Unido, no sábado, em Bath.

«Todos os portugueses partilham a mesma língua e cultura e devemos valorizar e tirar partido delas e isso está relacionado com o empreendedorismo, que também pode tentar usufruir das nossas qualidades enquanto portugueses para produzir sucesso nas nossas carreiras profissionais e projetos», justificou à agência Lusa Diana Alves, membro da comissão organizadora.

O realizador do filme «A Gaiola Dourada», Ruben Alves, é um dos oradores escolhidos e simboliza o pensamento dos organizadores quando escolheram para tema «Engenho e Arte», expressão retirada de «Os Lusíadas» de Luís de Camões.

«Ele teve tanto sucesso a partir de uma ideia tão simples, a de retratar os portugueses em França - se calhar há ideias simples para as quais não estamos a olhar e a tirar proveito», refere Diana Alves.

Ao longo do dia falarão o escritor Nuno Camarneiro, a artista Cristina Rodrigues, a diretora da Pelcor, Sandra Correia, o co-fundador da Ivity Brand Corp Carlos Coelho, a co-fundadora da Talkdesk Cristina Fonseca e a investigadora Elvira Fortunato.

Na organização da 8ª edição do Luso foi consciente a fuga à preponderância de intervenções sobre ciência registada em anos anteriores, apesar de muitos dos membros da comissão serem investigadores, incluindo Diana Alves.

Esta doutoranda em terapia fágica, que estuda o uso de vírus bacteriófagos como alternativa aos antibióticos no combate a doenças infeciosas, admite que o regresso desejado a Portugal pode depender de si própria: «Um dia mais tarde gostaria de montar a minha própria empresa e é importante ouvir exemplos e experiências».

A sessão de abertura cabe ao ministro da Educação, Nuno Crato, ao presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia, Miguel Seabra, e ao reitor da Universidade de Lisboa, António Serra, que vão debater a situação no ensino superior e na investigação portuguesa com João Pedro Magalhães, cientista na universidade de Oxford.