A exposição a um pesticida amplamente usado na agricultura noutros tempos, o DDT, pode aumentar as hipóteses de desenvolver a doença de Alzheimer. A teoria é avançada por investigadores norte-americanos, num artigo publicado no «JAMA Neurologia» e citado pela BBC.

De acordo com o estudo, os investigadores concluíram que os doentes com Alzheimer tinham quatro níveis de DDT presentes no organismo quatro vezes superiores às pessoas saudáveis.

O DDT começou por ser usado para controlar a malária, no final da Segunda Guerra Mundial e passou a ser utilizado na agricultura. Mas dúvidas sobre o impacto ambiental e na saúde humana restringiram o seu uso. Foi proibido nos Estados Unidos em 1972, à semelhança do que aconteceu em muitos outros países.

Contudo, ainda é utilizado em muitos países para controlar a malária, por recomendação da própria Organização Mundial de Saúde.

Os investigadores das universidades de Rutgers e Emory, nos Estados Unidos, mediram os níveis de DDE (partícula na qual se transforma do DDT depois de entrar no corpo humano) no sangue de 86 pessoas doentes de Alzheimer. Compararam depois com os resultados obtidos nas medições a 79 pessoas saudáveis. Concluíram que os doentes tinham 3,8 vezes mais DDE no organismo que os saudáveis.

Mas outros investigadores ouvidos pela BBC alertam: são necessárias mais evidências. Além de os resultados anteriormente referidos não serem lineares em todos os indivíduos estudados, recordam que a Alzheimer já existia antes de se começar a utilizar o DDT.