A rede social Facebook reviu a sua política em relação a conteúdos e quer que, a partir de agora, as imagens de extrema violência sejam partilhadas com públicos específicos e alertados para o conteúdo.

A posição, na página oficial da rede, surge na sequência de polémica relacionada com a divulgação de um vídeo no qual uma mulher é decapitada. O Facebook, que é utilizado por milhões de pessoas de todas as idades, não retirou o vídeo num primeiro momento mas acabou por o fazer depois.

Na nova política quanto à divulgação de imagens, a empresa não diz no entanto que não são permitidas imagens/vídeos do género. Pelo contrário, admite que a página serve para as pessoas partilharem experiências e suscitar preocupações sobre assuntos que considerem importantes, que podem incluir abusos de direitos humanos, atos de terrorismo ou outro tipo de violência.

«Quando as pessoas partilham esse tipo de conteúdos é normalmente para os condenar. Se for por prazer sádico ou violência gratuita, o Facebook irá removê-los», avisa a página da rede social.

Reafirmando que os casos de promoção ou glorificação da violência serão removidos, o Facebook pede às pessoas que colocam conteúdos violentos para os condenar e que o façam de forma responsável.

O caso de um vídeo, no qual, supostamente, uma mulher era decapitada, no México, levantou grande polémica na rede social, cujos responsáveis reconheceram que as imagens eram chocantes mas que, disseram a propósito, as pessoas têm o direito de «descrever, representar e comentar sobre o mundo em que vivem».

O vídeo foi de facto retirado da rede, embora esteja agora facilmente acessível em muitas outras páginas na internet.