A multinacional portuguesa Active Space Technologies, com sede em Coimbra, vai desenvolver um criorrefrigerador para a Agência Espacial Europeia, que vai permitir uma melhor observação da Terra.

A empresa, juntamente com a Universidade Nova de Lisboa, vai desenvolver um criorrefrigerador para arrefecer sensores de infravermelhos, usados em satélites de observação da Terra, num projeto no valor de 400 mil euros, disse à agência Lusa o engenheiro térmico do projeto, Moritz Branco.

O projeto deve estar terminado em 2017 e consiste na criação de um criorrefrigerador que chega a temperaturas de cerca de 240 graus celsius negativos, usado depois para arrefecer os detetores de infravermelhos que observam fenómenos da Terra, explanou.

O criorrefrigerador é "acoplado aos detetores de infravermelhos, arrefecendo-os, reduzindo o ruído térmico e permitindo registar fenómenos, como a espessura das nuvens, calotas polares, oceanos, etc.".

Apesar de já haver criorrefrigeradores que chegam à temperatura exigida, a diferença está na criação de um aparelho "mais robusto, sem partes móveis e que não utiliza um compressor em estado sólido", garantindo uma redução das vibrações desta máquina, referiu Moritz Branco.

Até agora, os criorrefrigeradores utilizados para arrefecerem os detetores de infravermelhos exportam vibrações que acabam por afetar o funcionamento desses mesmos detetores, aclarou.

Com o aparelho a ser desenvolvido, "praticamente não há exportação de vibrações", frisou.

O projeto de desenvolvimento desta tecnologia tem uma duração de dois anos.