Uma mulher natural de Durham, no norte de Inglaterra, vive com um rim transplantado que já conta com 100 anos. O órgão foi doado pela sua mãe em 1973, quando Sue Westhead tinha 25 anos e lhe foi diagnosticada insuficiência renal.

Agora, com 68 anos, Sue acredita que a longevidade do rim doado se deve aos bons genes da mãe, que doou o órgão quando tinha 57.

A minha mãe literalmente deu-me a vida, porque (sem o rim) eu não teria podido viver por muito tempo", disse a mulher em entrevista à BBC.

Quando recebeu o diagnóstico, Sue tinha apenas 10% da função renal.

Eu quase não podia caminhar, tinha uma cor de pele diferente: estava amarela. De imediato recuperei a cor rosada", contou Sue.

Longevidade do rim desafia previsões médicas

A britânica desafiou todas as previsões médicas sobre a duração do órgão e sobre a vida que teria de levar após o transplante.

Em 1973, quando Sue recebeu o órgão, entre 30% a 40% dos rins duravam cinco anos.

Segundo Sue, a longevidade do rim também pode ser atribuída aos cuidados por ela tomados. A mulher toma 20 comprimidos diariamente para que o órgão não seja rejeitado.

Lembro-me que naquela época pensei: 'se eu viver cinco anos serei feliz'. Isso foi há 43 anos e o meu rim completará 101 anos em novembro."

Atualmente, os médicos calculam que, em média, um transplante de um doador vivo pode durar 20 anos.

A história da família foi retratada em jornais locais na época em que o transplante foi realizado, por ser uma novidade para a comunidade médica. Há 43 anos era raro realizar-se transplantes de órgãos provenientes de pessoas vivas.