Já desde meio de agosto, a Alemanha tinha decidido proibir os táxis Uber, uma aplicação para chamar táxis, que permite aos clientes solicitar, via GPS, o condutor mais próximo disponível, registado na base de dados dessa aplicação. Na altura, o diretor geral da empresa na Alemanha, Fabien Nestmann, quis levar o caso à Justiça. Esta terça-feira soube-se que o tribunal de Frankfurt decidiu, na mesma, pela proibição em todo o país.

O argumento dos juízes é que a empresa não possui as autorizações legais necessárias para operar segundo o Direito alemão, explica a BBC.

Se transportar mais passageiros, a Uber arrisca-se a ser multada. Ainda assim, esta é uma decisão judicial liminar, ou seja, não definitiva, pelo que a empresa tem a possibilidade de recorrer.

As polémicas em torno deste serviço de táxis vinham-se arrastando. Para além da falta de licenças, também a segurança dos passageiros causa preocupação, uma vez que os condutores não são credenciados.

Já a empresa defende-se com o facto de a proibição limitar o poder de decisão dos consumidores, em relação a um serviço que lhes pode sair bem mais barato.

Certo é que já houve várias manifestações e greves em diversas cidades europeias. O primeiro «não» absoluto foi dado pela Alemanha.

Este serviço também existe em Lisboa, desde o início de julho, mas em moldes ligeiramente diferentes. Chama-se UberBlack e é um serviço de topo, mais profissional, com mimos de luxo, como o motorista que abre a porta para o passageiro entrar. Segundo o site oficial, o preço das viagens começa nos dois euros, aos quais se somam 30 cêntimos por minuto e 1,10 euros por quilómetro percorrido.