A Universidade de Aveiro (UA) anunciou esta sexta-feira a criação de um banco de imagiologia do sistema nervoso central, salvaguardando o anonimato, para partilha e discussão de casos clínicos entre a comunidade médica.

O “Biobanco de Neuroimagem”, assim designado, consiste num repositório de imagens médicas do sistema nervoso central que, salvaguardado o anonimato e a codificação dos dados, permite o acesso à informação neurorradiológica para fins científicos e educacionais.

O objetivo do projeto é “promover maior rigor nos diagnósticos e aprofundando o conhecimento da patologia neurológica em geral”.

Participam como parceiros no Biobanco a Sociedade Portuguesa de Neurorradiologia (SPNR), o Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática (DETI) , através do Instituto de Engenharia Eletrónica e Telemática de Aveiro (IEETA) da UA e a empresa BMD software.

A plataforma, já disponível, consiste num repositório imagiológico multimodalidade, devidamente catalogado, “carregado” no sistema por utilizadores devidamente credenciados pela SPNR.

Permite aceder a informação sobre casos clínicos com valor técnico, educacional e científico, “que podem ser consultados, descarregados, comentados e seguidos de forma dinâmica pelos utilizadores das comunidades médica e científica”.

O Biobanco de Neuroimagem decorre da aplicação à escala nacional (SPNR) das potencialidades desenvolvidas no projeto European Medical Information Framework (EMIF), emif.eu, que envolve 57 parceiros, entre elas a Universidade de Aveiro, e inclui instituições de ensino superior, instituições de saúde e grupos farmacêuticos.