Três gases recém-descobertos produzidos pelo homem juntaram-se à vasta lista de químicos que podem destruir a camada do ozono, mas estes novos componentes representam uma fraca ameaça, já que foram encontrados em baixas concentrações, revela um estudo.

Os componentes, anteriormente desconhecidos ¿ dois clorofluorocarbonetos (CFC ) e um novo clorodifluorometano ¿ foram descobertos por uma equipa de investigadores da Universidade de East Anglia, no Reino Unido.

Os cientistas descobriram os gases atmosféricos através de análises de ar recolhidas numa estação de pesquisa relativamente despoluída, em Cabo Grim, na Tasmânia, entre 1978 e 2012, e de instrumentos a bordo de voos comerciais.

Os três novos componentes existem em baixas quantidades na atmosfera e nenhum deles parece ter aumentado drasticamente a sua concentração nos anos recentes, revela o co-autor do estudo, Johannes Laube, citados no Yahoo news.

«Os três componentes não são uma ameaça significativa para a camada do ozono, nem o foram nas últimas quatro décadas. Isso é muito reconfortante de saber», disse Laube ao jornal internacional Live Science, em resposta por email.

Devido ao seu efeito destruidor da camada de ozono, os componentes dos CFC foram limitados em 1987 pelo Protocolo de Montreal e banidos totalmente em 2010.

A camada do ozono bloqueia os raios ultravioleta que provocam o cancro. Os cientistas descobriram um enorme buraco no sobre a Antártida em 1980, que se encontra atualmente em «tratamento».

Em março, Laube e os seus companheiros também identificaram novos gases que representam uma ameaça mais séria para o buraco de ozono na Antártida. Antes de março de 2014, eram contabilizados sete CFC e seis HCFC (que foram introduzidos como substitutos dos CFC) na lista dos gases destruidores da camada.

Agora, a contagem expandiu-se para 12 CFC e oito HCFC e ainda pode aumentar, uma vez que os investigadores continuam a analisar amostras de ar adicionais.

«Há muito mais gases provocados pelo homem na atmosfera do que pensávamos e podemos descobrir se estão a ser emitidos ou não», disse Laube, acrescentando que este trabalho «é significativo e um mecanismo de controlo independente do Protocolo de Montreal».