Os dias quentes de verão não oferecem só praia e esplanadas. Chuvas de estrelas, alinhamentos de planetas, eclipses lunares e solares e dias contínuos em que vários planetas se deixarão ver são algumas das "ofertas" desta altura do ano.

O verão do hemisfério norte começou no dia 21 de junho e irá durar até 22 de setembro. Ao longo destes 93 dias poder-se-à observar vários fenómenos astronómicos. O Observatório Astronómico de Lisboa já divulgou uma lista dos mais relevantes.

Chuvas de estrelas

Astronomicamente denominadas de perseidas, este fenómeno resume-se a partículas de pó de poucos milímetros ou até menos, conhecidas como meteoritos, que brilham ao entrar na atmosfera terrestre devido ao enorme calor gerado pela fricção. É comum que os meteoros deixem uma ténue marca, com aparência de uma pequena nuvem, que pode persistir durante um certo tempo no céu.

Segundo Susana Ferreira, do Observatório Astronómico de Lisboa, haverá chuvas de meteoros a partir de 12 de julho até 28 de agosto. Embora nos primeiros dias a quantidade seja reduzida, no dia 30 de julho vai registar-se um pico e nos dias contíguos será mais fácil de se observar devido à lua nova que reduzirá a luminosidade.

A 12 de agosto está também previsto um pico de perseidas que terão mais incidência entre as 13 as 15 horas, pelo que haverá uma maior dificuldade de observação devido à luminosidade intensa.

Nos momentos de maior atividade, podem ver-se aproximadamente 100 estrelas fugazes por hora em condições de ótima visibilidade. A justificação do nome dado a esta chuva de estrelas provém da zona do céu da qual aparece: a constelação Perseu.

Eclipses

Para este ano estão previstos cinco eclipses e três deles acontecerão a partir de agosto. A Lua desaparecerá total ou parcialmente a 18 de agosto e a 16 de setembro. O satélite natural da Terra será ocultada pela sombra do planeta, como consequência do quase perfeito alinhamento entre a Terra, Sol e Lua, estando a Terra entre a estrela e o satélite natural.

O eclipse anular do sol acontecerá a 1 de setembro. Este fenómeno pode observar-se quando a Lua passa diretamente entre o Sol e a Terra. Porém, o eclipse anular do Sol é um tipo especial de eclipse parcial. Durante um eclipse anular a Lua passa em frente ao Sol, mas acaba por não tapar completamente a nossa estrela.

Embora o Sol seja cerca de 400 vezes maior que a Lua, também se encontra cerca de 400 vezes mais afastado. É por esta razão que a Lua parece "caber" perfeitamente no disco solar durante um eclipse total, permitindo ver a parte mais exterior da nossa estrela, a chamada coroa solar, durante os preciosos momentos de totalidade.

Visibilidade e alinhamento dos planetas

O planeta Mercúrio ocupará destaque no mês de julho. O planeta vai ser mais fácil de identificar no final do crepúsculo civil (pôr-do-sol). O planeta estará mais brilhante neste período e a partir de 30 de agosto irá iniciar um movimento retrógrado.

Marte, Júpiter e Saturno poderão ver-se durante todo o verão. O planeta dos anéis já se pode ver na direção do horizonte oeste ao final da tarde, mas até meados de agosto não se poderá apreciar nas melhores condições. Para observar os anéis de saturno bastará um pequeno telescópio e um céu em boas condições, por outro lado, para observar Marte é necessário ter um equipamento mais potente e recorrer à fotografia astronómica.

Quanto aos alinhamentos dos planetas, Vénus alinhará com Mercúrio de 16 de julho a 27 de agosto, dia em que também se encontrará com Júpiter. Embora a posição orbital em que se encontram faça parecer os dois planetas muito juntos, a realidade é que estão separados por uma enorme distância. Vénus estará, ainda, alinhado com Saturno durante todo o verão. Este último planeta alinhará com Marte a 25 de agosto.