As aplicações para perder peso não resultam. Esta é a conclusão de um novo estudo da Universidade Duke, nos Estados Unidos, publicado na revista Obesity, que revela que os utilizadores destas aplicações não têm mais sucesso a perder os quilos a mais em relação às pessoas que seguem dicas para uma alimentação saudável.

A investigação envolveu 365 pessoas, entre os 18 e os 35 anos, com excesso de peso ou obesas, durante dois anos. Os participantes usavam todos os dias uma aplicação, a CITY, que foi desenhada especialmente pelos cientistas para a realização do estudo.

À semelhança de outras aplicações que existem no mercado, esta contava as calorias ingeridas, tinha em atenção os objetivos a atingir e a atividade física dos utilizadores. Para além disto, os participantes podiam ainda contar com algumas dicas de nutrição e exercícios.

Mas os investigadores concluíram que, em média, os utilizadores perderam apenas entre 900 gramas e um quilo, durante o período de estudo. O mesmo que as pessoas que recebiam folhetos informativos sobre exercício físico e nutrição.

Mais, os cientistas deixaram que os utilizadores fizessem download de outras aplicações, nesses dois anos, mas não registaram melhorias substanciais na perda de peso.

“Para algumas pessoas, a aplicação resultou. Mas, em média, a diferença registada  não foi significativa", afirmou Laura Svetkey, uma das autoras da pesquisa.


Para testar os resultados, os cientistas decidiram ainda colocar um grupo de pessoas a fazer exercício sob a supervisão de um  personal trainer. Durante seis semanas os participantes tiveram aulas semanais com o professor e, nos meses seguintes, estas passaram a ser dadas pelo telefone. Sem surpresas, este grupo acabou por perder muito mais peso que o anterior: em média, 3.6 quilos, em 12 meses.

Os cientistas vão continuar as pesquisas, com outras apps, mas avançam que é possível que a questão esteja na falta de interatividade das aplicações.