A Agência Nacional de Segurança (NSA da sigla em inglês) está preocupada com a utilização que alguns podem dar ao novo iPhone 6. O novo smartphone da Apple será o primeiro da geração pós-Edward Snowden a bloquear algumas das capacidades de investigação da agência.

 

De acordo com uma notícia avançada pelo «The New York Times» (NYT), no novo iPhone, os e-mails, fotografias, vídeos e até contactos são criptografados, através de um complexo algoritmo matemático a que só o utilizador do telefone terá acesso. Assim, se em tribunal a Apple for obrigada a entregar informação aos serviços de inteligência, pode alegar que o código de acesso a essa informação apenas pode ser obtido junto do proprietário do aparelho, já que não tem acesso a ele.

 

Citanto do guia técnico da Apple, o NYT diz que romper esse código pode levar «mais de cinco anos e meio, tentando todas as combinações de seis caracteres alfanuméricos do código». Especialistas em segurança já contestaram essa informação, alegando que Apple não sabe a real capacidade de rapidez dos computadores da NSA para descodificar passwords.

 

Ainda assim, o diretor do FBI, James B. Comey, já se mostrou preocupado. Numa conferência de imprensa, na última quinta-feira, sobre a luta contra o Estado Islâmico, disse que «é preocupante o facto de empresas fazerem propaganda de algo que permite às pessoas ficaram fora do alcance da lei». E deu como exemplo casos de sequestros, em que o conteúdo de um telemóvel apreendido pode levar ao resgate da vítima.