A partir de hoje é possível encontrar no telemóvel a missa mais próxima e saber como lá chegar graças a uma aplicação lançada na diocese de Lisboa, mas que o patriarcado gostaria de ver alargada a todo o país.

A aplicação "Missas em Lisboa", apresentada esta quinta-feira na Paróquia de Nosso Senhor dos Navegantes, no Parques das Nações, é gratuita e está disponível para smartphones com sistemas Android e IOS.

Permite pesquisar os horários e locais das missas que se realizam diariamente nas 285 paróquias da diocese de Lisboa e ainda receber notícias e sugestões de cânticos, além de possibilitar ligações com os diversos sites online, incluindo nas redes sociais, do Patriarcado de Lisboa.

Nuno Rosário Fernandes, responsável pelo departamento de Comunicação do Patriarcado de Lisboa, explicou que dos 500 mil acessos ao site do patriarcado registados entre janeiro e abril deste ano, 31 por cento eram originários de telemóveis, sendo a funcionalidade mais procurada a dos horários e localização das missas.

"Há muitas missas. Entre estas 285 paróquias celebram-se muitas eucaristias em toda a diocese e há muito esta procura, esta necessidade de informação", disse o padre, adiantado que a nova aplicação pretende "facilitar esta informação".
 

"Verificamos que havia muita gente que gostava de participar numa celebração e que queria saber o horário. Neste momento, esta informação está acessível de forma mais fácil no bolso de cada um".


Nuno Rosário Fernandes adiantou que esta é uma aplicação "em constante atualização", estando prevista a introdução de uma funcionalidade que permita pesquisar os horários e locais das confissões, bem como versões em inglês e outras línguas para responder a eventuais solicitações dos milhares de turistas que visitam Lisboa.

No futuro, o patriarcado veria também com bons olhos o alargamento da aplicação a todo o país.
 

"Seria muito melhor se pudéssemos fazer com que todas as dioceses tivessem um serviço como este e assim em qualquer lugar em todo o país saberíamos como aceder a uma celebração".


Para o cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, também presente na sessão de apresentação da nova aplicação, esta é mais uma forma nova de evangelizar.

Evangelizar hoje "significa as redes, significa smartphones e é aqui que devemos estar. Felizmente temos [...] gente capacitada para o fazer e estamos aqui e estamos muito bem", disse Manuel Clemente, admitindo que não tem smartphone.

Disse também que ainda não conseguiu arranjar tempo para criar, à semelhança do papa Francisco e de outros cardeais, uma conta na rede social Twitter.
 

"Os dias continuam a ter 24 horas e as solicitações são tantas que para dar vazão ao que recebo constantemente na caixa de mensagens já me leva muito tempo e não consigo estar em cima da hora e do acontecimento".