Há 66 milhões de anos, os dinossauros dominavam o planeta, e os mamíferos eram criaturas insignificantes que só prosperaram depois da extinção dos primeiros. Esta é a teoria que é fundamentalmente aceite na comunidade científica, porém um novo estudo vem contrariar esta ideia.

Investigadores das Universidades de Southampton, Inglaterra, e Chicago, EUA, analisaram centenas de fósseis de dentes de mamíferos que sugerem que estes animais começaram a adaptar-se cerca de 10 a 20 milhões de anos antes da extinção em massa dos dinossauros.

A ideia tradicionalmente aceite é que os mamíferos eram oprimidos pelo sucesso dos dinossauros, e que não tiveram êxito antes da extinção dos dinossauros”, afirmou Elis Newham, coautor do estudo, doutorando na Universidade de Southampton, à agência France-Presse (AFP).

A análise dos fósseis comprova que a diversidade entre mamíferos era maior do que se pensava inicialmente. As centenas de dentes estudados tinham várias formas, o que sugere uma enorme variedade de espécies e dietas.

A grande variedade de mamíferos – ainda durante o Cretáceo – significa que estes animais também foram afetados pelo impacto do asteróide que levou à extinção em massa dos dinossauros. Os animais com dentes preparados para comer o que encontrassem sobreviveram em maior quantidade do que os que possuíam uma dentição específica para mastigar apenas plantas ou insetos.

O líder da investigação, David Grossnickle, afirma que estes resultados são um bom indicador sobre que animais deverão sobreviver a um evento catastrófico que possa provocar uma nova extinção em massa como a que aconteceu há 66 milhões de anos.

Os sobreviventes da extinção em massa que aconteceu há 66 milhões de anos, a maioria espécies generalistas” – que conseguem adaptar-se consoante os recursos que lhes são apresentados – “podem indicar que espécies podem sobreviver nos próximos cem ou mil anos”, disse à AFP.