O PS exigiu esta quarta-feira esclarecimentos ao ministro da Economia, Pires de Lima, sobre o futuro da empresa pública de 'handling' Groundforce, designadamente sobre a dúvida se a sua gestão pertence à TAP ou ao grupo Urbanos.

Estas questões constam de um requerimento apresentado na Assembleia da República pelo coordenador da bancada socialista para a economia, Rui Paulo Figueiredo, após uma reunião entre a bancada do PS e o SITAVA (Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos).

Na sequência da reunião, o coordenador do Grupo Parlamentar do PS manifestou a sua preocupação face a vários problemas que estão a atingir o setor.

«Ao nível do 'handling' [assistência a passageiros em terra] têm-se vindo a registar, de acordo com o SITAVA, um conjunto de ocorrências que se encontra por explicar, colocando em causa o funcionamento da Groundforce e os postos de trabalho da empresa, nomeadamente no que se refere às vantagens da parceria criada com o Grupo Urbanos. Todos estes sinais são preocupantes pelo que importa obter o cabal esclarecimento do ministro da Economia», alega-se no requerimento assinado pelo deputado socialista Rui Paulo Figueiredo.

No requerimento, o deputado do PS pretende que Pires de Lima explique em definitivo «qual a avaliação que o Governo faz da parceria entre a Groundforce e o Grupo Urbano, qual será o futuro da Groundforce e quem "neste momento gere a Groundforce, se a TAP ou o Grupo Urbanos?», pergunta o coordenador da bancada socialista para os assuntos económicos.

Rui Paulo Figueiredo interroga também Pires de Lima sobre o que leva o Governo a «pretender criar um terceiro operador de 'handling'?»

«Tem o Governo conhecimento que, após o processo de privatização da ANA, foram aumentadas as rendas e taxas nas diversas instalações, nomeadamente ao nível das instalações da própria Groundforce (empresa pública) e do estacionamento, daqui resultando prejuízos para os trabalhadores e para os consumidores?», questiona ainda o deputado do PS.

Rui Paulo Figueiredo pede depois esclarecimentos se o Governo está a avaliar a possibilidade de criar um contrato coletivo de trabalho para o setor (conforme já existe em Espanha) e se o executivo PSD/CDS «considera justo o aumento da precariedade laboral dos trabalhadores da Groundforce».