O Governo Regional da Madeira avançou que ia reunir de emergência, esta terça-feira, para decretar três dias de luto regional. A informação foi avançado pelo líder do Governo regional, Miguel Albuquerque, presente numa conferência de imprensa para um primeiro balanço da tragédia, após a queda de uma árvore, durante a festa em honra da padroeira da Madeira. Antes apresentou "as condolências" às vítimas e familiares.

O secretário Regional da Saúde que tutela a Proteção Civil da Madeira, Pedro Ramos confirmou a existência de 13 vítimas mortais e 49 feridos. Dos feridos, sete estão em estado grave. Quanto às vítimas mortais, 10 faleceram no local e duas no hospital.

Várias testemunhas do incidente, e que também residem na zona, garantem que há vários anos que alertam a autarquia do Funchal para o perigo que as aquelas árvores representavam. Confrontado com estas acusações, Miguel Albuquerque, que antes de ser o líder do Governo Regional era o presidente da Câmara do Funchal, começou por definir qual era a prioridade:

"A prioridade é tratar dos feridos e apoiar as familias das vitimas", afirmou acrescentando que "se for caso disso vamos abrir um inquérito."

Perante a insistência dos jornalistas, que repetiram as acusações da população, que garante ter feito queixa à autarquia do Funchal por causa das árvores, Miguel Albuquerque, considera que o momento é "emocional". 

"Nesta altura, como sabem, as pessoas estão emocionalmente com grande carga e obviamente começam a fazer essas especulações. Eu sempre assumi as minhas responsabilidades quando estive à frente da Câmara e sempre governei em função dos bons e dos maus momentos. Aquilo que foram as minhas obrigações eu cumpri."

Se houve ou não responsabilidade humana no incidente, Miguel Albuquerquer garante que isso "será apurado".

"Como presidente do Governo Regional assumo as minhas responsabilidades, quem tem outras áreas sobre sua administração deve assumir as suas", acrescentou.