Por: Redacção / HB | 25- 11- 2008 18: 50
A violência doméstica participada às forças de segurança aumentou 31,8 por cento este ano e quase metade das ocorrências
são reincidentes e presenciadas por menores, indica um relatório divulgado esta terça-feira pelo Ministério da Administração
Interna, noticia a Lusa.
O documento, que faz uma análise das ocorrências de violência doméstica participadas
às forças de segurança até 31 de Outubro deste ano, face ao período homólogo de 2007, indica que a GNR e a PSP receberam um
total de 23.462 queixas, mais 31,8 por cento que em 2007, quando foram denunciadas 17.794.
De acordo com o relatório,
divulgado na página da Internet da Direcção-Geral de Administração Interna, a PSP recebeu mais denúncias, 14.948, do que a
GNR, 8.604.
A Direcção-Geral de Administração Interna destaca que o aumento significativo do número de ocorrências
participadas às polícias poderá estar relacionado com as alterações legislativas ocorridas em 2007 e que vieram consagrar
no Código Penal o crime de violência doméstica como crime autónomo.
A violência doméstica é maioritariamente
exercida sobre mulheres casadas, com uma idade média de 39 anos e quase três quartos das vítimas não depende economicamente
do cônjuge.
Mais homens são vítimas
No entanto, segundo o documento, a vitimação masculina aumentou
este ano 15 por cento.
O relatório salienta, também, que quase metade (47 por cento) dos casos reportados às
forças de segurança foram reincidências e actos presenciados por menores (46 por cento).
Geralmente, os maus
tratos têm como consequências para a vítima ferimentos ligeiros (60,9 por cento). No entanto, em 1,3 por cento dos casos resultaram
em ferimentos mais graves, tendo sido registada a morte de nove vítimas.
O documento mostra também que geralmente
as vítimas não são internadas, nem têm baixa médica, e em cerca de 28 por cento dos casos as forças de segurança entraram
no domicílio.
O relatório da Direcção-Geral de Administração Interna refere que, maioritariamente, os autores
da violência são do sexo masculino, casados, têm em média 40 anos, não dependem economicamente da vítima, 16,6 por cento utilizaram
ou possuíam arma, além de quase metade (47,6 por cento) consumir habitualmente álcool e 12 por cento estupefacientes.
Agosto
foi o mês com maior incidência
Os dados indicam, igualmente, que Agosto foi o mês de maior incidência das
ocorrências de violência doméstica e Janeiro o menor.
De acordo com a análise, mais de metade das ocorrências
passaram-se à noite ou de madrugada, sobretudo no fim-de-semana, sendo o domingo o dia mais crítico. Mais de três quartos
dos casos que motivaram a actuação das polícias deveram-se a um pedido da vítima.
O relatório revela ainda que
a maioria das vítimas de violência doméstica queixou-se às forças de segurança ao domingo e à segunda-feira, principalmente
à noite e à tarde.
Mais de 90 por cento das queixas foram oriundas do Continente, sobretudo das comarcas de Sintra,
Porto e São João da Madeira. Cerca de cinco por cento foram nos Açores e quatro por cento na Madeira.
O relatório
de observação do crime de violência doméstica foi divulgado pela Direcção-Geral de Administração Interna no dia em que se
assinala o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher.
Programação - Semana de 12 de Fevereiro a 18 de Fevereiro
SOS - Serviço de AlertaA perspectiva dos profissionais que respondem a situações de emergência, em Portugal.
Terreiro do PaçoO jornalista Henrique Garcia convida Alexandre Quintanilha e Hernâni Santos.
Take Off - Ordem para DescolarO fantástico mundo da aviação. Para o baptismo de voo, convidámos Mafalda Teixeira.