Última atualização às 19:15

Sindicalistas da CGTP ocuparam esta tarde os ministérios da Economia, Finanças, Saúde e Ambiente, em Lisboa.

Os manifestantes que ocuparam o Ministério da Economia durante cerca de quatro horas foram os últimos a desmobilizar, depois de prometida uma reunião com o ministro Pires de Lima para 5 de dezembro.

O objetivo do protesto era esse mesmo, o de conseguir reuniões com os ministros para discutir os cortes previstos no Orçamento do Estado para 2014, aprovado nesta terça-feira. Assim também aconteceu no Ambiente, com Jorge Moreira da Silva a agendar encontro com os sindicalistas para 9 de dezembro. Na Saúde ficou a promessa de marcar uma reunião com Paulo Macedo, já nas Finanças o encontro realizou-se com um secretário de Estado.

A PSP chegou a reforçar a presença policial nestes quatro ministérios, nomeadamente através de equipas de intervenção rápida. Foi também reforçado o dispositivo de segurança nos restantes ministérios.

No Ministério da Economia, a delegação de sindicatos ligados aos transportes assumiu-se, desde logo, com «disponibilidade para dormir» no local até ser recebida.

Vítor Pereira, da FECTRANS, em declarações durante o protesto a partir da sala de espera do ministério, através de uma janela, confirmou que uma delegação chegou a ser recebida por dois assessores da tutela, que lhes transmitiram a disponibilidade para agendar uma reunião. «Mas já conhecemos esta situação de outro filme. Queremos que o ministro se desloque até aqui, porque são matérias que têm de ser faladas olhos nos olhos», disse então o sindicalista.

Para o Ministério das Finanças deslocou-se a Frente Comum, confirmou o sindicato à TVI24. «Estamos dentro do Ministério», disse à chegada a dirigente Ana Avoila, referindo-se ainda às dezenas de sindicalistas que invadiram o local para «exigir» a demissão do Governo.

O secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, aceitou reunir-se com uma delegação dos sindicalistas, após cerca de uma hora de ocupação do Ministério das Finanças.

«O encontro com o secretário de Estado não foi conclusivo. Os trabalhadores vieram aqui mostrar que não aceitam o Orçamento do Estado (OE) para 2014 e exigir a demissão deste Governo», disse o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, Vítor Reis, à saída do encontro, findo o qual desmobilizaram.

No Ministério da Saúde, esteve cerca de uma centena de dirigentes sindicais dispostos a «não arredar pé» até serem recebidos pelo ministro. Os auxiliares de ação médica, enfermeiros, reformados e pensionistas chegaram a sentar-se no chão da receção, mas não foram ouvidos por Paulo Macedo, mas sim pela secretária-geral do Ministério da Saúde. Ficou a promessa de um encontro com o ministro.

A sindicalista Célia Portela afirmou que estes profissionais pretendiam mostrar que não aceitam um orçamento que é «uma asfixia e um roubo para os trabalhadores e para a população».

O sindicalista Navalha Garcia, do SITE, disse à TVI24 que o grupo que ocupou o Ministério do Ambiente acabou por conseguir marcar uma reunião, via telefone, com Jorge Moreira da Silva, para dia 9 de dezembro. Em causa a privatização da empresa Águas de Portugal, que o Sindicato do Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente contesta. Assim que obteve a garantia desta reunião, o grupo desocupou o Ministério.