A Câmara de Esposende está, nesta sexta-feira, a colocar sacos de areia na praia de Ofir, junto às três torres de apartamentos, para amenizar os impactos das investidas do mar, informou fonte municipal.

Os trabalhos decorrem nos «intervalos» entre a preia-mar e a baixa-mar.

A fonte sublinhou que esta ação assume um caráter «paliativo», já que a solução para o problema passará por uma empreitada de fundo, que terá de ser assumida pela administração central.

«Neste momento, o objetivo é amenizar os impactos das marés vivas», acrescentou.

Na quinta-feira, a força das águas destruiu o passadiço de acesso à praia, mesmo em frente às torres.

O paredão também apresenta várias fissuras.

Nos últimos anos, o mar «roubou» cerca de 150 metros daquela praia, sendo que nos últimos dias as águas têm ficado «muito perto» das três torres ali existentes.

O vice-presidente da Associação Portuguesa do Ambiente, Alexandre Simões, garantiu na quinta-feira que «não há um risco imediato» de ruína das torres, mas sublinhou que o local seria alvo de «uma intervenção de emergência» para proteger pessoas e bens.

A demolição daquelas torres já chegou a ser anunciada em 2002, na altura em que o ministro do Ambiente era José Sócrates, mas o projeto foi abandonado pelo Governo seguinte, face ao seu elevado custo - cerca de 31,5 milhões de euros, dos quais 25 milhões para indemnizações aos proprietários.

No total, as torres têm cerca de 200 apartamentos, mas apenas uma dúzia serve de residência permanente, sendo os outros usados como segunda habitação ou casa de férias.