Os sete homens suspeitos da prática de cerca de 20 assaltos a postos de abastecimento de combustíveis em todo o país vão aguardar julgamento em prisão preventiva, disse à agência Lusa fonte da GNR.

«O juiz de instrução criminal determinou prisão preventiva para os sete arguidos», afirmou a mesma fonte.

Os homens, com idades entre os 20 e 40 anos, foram detidos numa operação de combate ao crime organizado realizada durante a madrugada do dia 06, na zona da Grande Lisboa, pelo Grupo de Intervenção de Operações Especiais da Unidade de Intervenção da GNR, sob a coordenação da Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento da 11.ª Secção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.

Segundo um comunicado da GNR, a operação «permitiu a detenção, em flagrante delito, de um grupo de indivíduos altamente organizados e a apreensão de diverso material relacionado com a prática reiterada de assaltos a postos de abastecimento de combustíveis».

«O grupo atuava em todo o país e tinha como alvo preferencial postos de abastecimento de combustíveis situados em locais pouco movimentados e encerrados durante a noite», adianta a GNR, explicando que os arguidos «acediam ao interior dos estabelecimentos depois de um prévio e minucioso reconhecimento do local, através do arrombamento de portas, montras e telhados».

A GNR descreve que o grupo abria «buracos de acesso ao interior com o auxílio de ferramentas e/ou veículos, furtando elevadas quantias de tabaco, dinheiro e bebidas alcoólicas, colocando-se logo de seguida em fuga em veículos estrategicamente parqueados, também estes furtados, ostentando normalmente matriculas falsas».

Durante a ação, a GNR executou seis buscas domiciliárias, tendo sido detidas sete pessoas, seis das quais em flagrante delito, e apreendido diverso material, de que destaca 4.000 maços de tabaco, 10.500 euros em numerário, diversas ferramentas utilizadas nos arrombamentos, equipamentos de comunicações e quatro viaturas.

À agência Lusa, o capitão Manuel Lage esclareceu os arguidos, todos estrangeiros, estão «referenciados pela prática de crimes de furto também em Portugal».

Manuel Lage informou que desde o mês de setembro até à sua detenção, o grupo é suspeito de ter praticado cerca de 20 assaltos.

Na operação, participaram, além de elementos das diversas valências da Unidade de Intervenção, militares dos comandos territoriais de Lisboa e Setúbal e da Direção de Investigação Criminal da GNR, num total de 112 elementos.