Um caso de quebra do sigilo médico está a ser objeto de uma atenção especial. Uma médica detetou uma paciente de 17 anos infetada por VIH e, perante a recusa da doente, decidiu ela própria, médica, informar o companheiro. A jovem de 17 está gravida e recusava-se a contar ao namorado que estava infetada. A Ordem dos Médicos apoia a decisão da médica.

A polémica renasceu com uma controvérsia que não é nova: a eterna questão entre o direito à privacidade e o dever dos médicos em defender a vida.

A jovem continuava a manter relações sexuais desprotegidas com o namorado, que desconhecia que ela estava infetada. A médica que a seguia decidiu comunicar ao namorado o risco de transmissão.

A Ordem dos Médicos emitiu um parecer favorável à decisão. A associação Abraço também considera que a médica agiu bem, embora defenda que se trata de uma questão ética que pode gerar controvérsia.

Nos últimos 30 anos, em Portugal, houve mais de 42.500 casos de infeção por HIV sida. Os homens representam a maior fatia: são mais de 31 mil infetados.