O homem que protagonizou uma noite de terror no Pinhal Novo era um antigo soldado de elite do exército soviético, teve experiência de guerra no Afeganistão e sofria de uma doença terminal.

O imigrante, de 58 anos, terá ficado desesperado com a falta de dinheiro para visitar a família, na Moldávia, por uma última vez.

«Tinha os seus problemas psicológicos, tomava remédios e ficou sem dinheiro, com fome, a morar num carro e sem dinheiro para tomar a medicação. Ninguém conseguiu detetar o ciclo de perturbação a tempo desta tragédia», contou à TVI Roberta Guerreiro, vizinha do sequestrador Mihael Codja.

O homem de 58 anos estava desempregado, terá sido abandonado pela mulher e filha e teria leucemia.

Foi empregado do dono do restaurante e este estaria a dever-lhe dinheiro.

Na noite de sábado, o imigrante moldavo, depois de jantar e pagar, barricou-se no restaurante com uma arma de fogo, granadas, munições e um cinto com explosivos. Fez reféns o proprietário, a mulher e os dois filhos.

A filha do dono do restaurante conseguiu ligar para o 112 e, meia hora depois, às 23:30, a primeira patrulha da GNR é chamada ao local.

Um militar de 27 anos, Bruno Chainho, fez a primeira abordagem ao sequestrador. Conseguiu libertar a mulher e a filha do proprietário, mas, para isso, acabou morto a tiro. O militar estava destacado no posto de Pinhal Novo há apenas quatro meses e era da GNR desde 2010.

Foram sete horas de tentativas de negociação, que nem com recurso a um amigo do moldavo resultaram. Às cinco da manhã, o grupo de intervenção e operações especiais avançou e, depois de explosões de granadas e troca de tiros, o imigrante foi morto.