Quase metade (45%) dos doentes com indicação para consulta muito prioritária nos hospitais públicos esperou, em 2012, mais do que era suposto. A mediana do tempo de espera foi de 81,2 dias. Ou seja, quase três meses.

A lei estipula que as consultas de especialidade muito prioritária nos hospitais públicos sejam marcadas no prazo de 30 dias a contar do pedido do médico de família.

Em 2012, dos 30. 064 doentes com indicação para uma consulta de especialidade muito prioritária, 13.551 (45%) foram agendados fora do tempo máximo de resposta garantido e 1.845 foram atendidos mais de 150 dias após o pedido.

Os dados constam do Relatório Anual sobre o Acesso a Cuidados de Saúde no Serviço Nacional de Saúde (SNS), citado pelo Jornal de Notícias, e que será entregue no Parlamento na próxima semana.