Documentos a que a TVI teve acesso mostram que terão sido realizados outros fins de semana do Conselho Oficial de Praxe Académica (COPA) da Universidade Lusófona, onde os praxados terão sido amarrados e obrigados a rastejar, chegando mesmo a ficar com a cabeça tapada.

Isso mesmo consta do planeamento de um fim de semana passado na Arrábida, em 2012, onde terão estado pelo menos duas das vítimas da tragédia do Meco: Joana Barroso e Andreia Revez.

A planificação é feita por tópicos e está escrita à mão por Andreia Revez. Estaria planeado praxar prastanas, as alunas que na hierarquia da praxe da Lusófona antecedem as doutoras e veteranas.

Iriam ser praxadas quatro alunas de dois cursos diferentes: Ciências da Comunicação e Cultura e Engenharia Biotecnológica.

«Iremos tentar parar num sítio tapar-lhes a cabeça e ir para o sítio onde estava a rede o ano passado. Amarrá-las, praxá-las lá perto», lê-se no documento.

«Irem também para perto da cova e pô-las em prancha. Rastejar até ao portão. Dar foto do lago para seguir exemplo. O lago é o centro da vossa união», continua.

Outra ativadade prevista era «fazer o caminho pela serra», passar pelo cemitério, comer comida de gato.

No documento também estão os tópicos das perguntas para testar o conhecimento das praxadas, que tinham de saber tudo sobre dux, honoris dux, cargos, fundadores e hierarquias.

Se acertassem, evitavam castigos mais duros. Tudo isto seria feita no segundo dia do fim de semana da Arrábida.

Para o primeiro dia, o documento diz: «Cansá-las e mandá-las dormir! Álcool!»

Na altura deste fim de semana na Arrábida, em 2012, o dux era Fábio Jerónimo, que foi substituído em outubro do ano passado por João Gouveia, o sobrevivente da tragédia no Meco.