A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) justificou, este sábado, a ausência na marcha de homenagem aos bombeiros realizada em Lisboa com a participação apenas em atividades da própria organização.

«A homenagem não teve o apoio, nem o desapoio da LBP. A declaração que fez quando recebeu esse convite foi que só participa em atividades que sejam da sua própria organização, como não era uma questão de organização da LBP, decidimos não participar», disse à agência Lusa o presidente Jaime Marta Soares.

Cerca de uma centena de pessoas prestaram este sábado à tarde, em Lisboa, uma homenagem aos bombeiros voluntários e aos que morreram a combater as chamas nos incêndios florestais. A organização, um grupo de cidadãos civis, lamentou a fraca adesão.

Na marcha, entre o Marques de Pombal e a Assembleia da República, o presidente da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais (ANBP), Fernando Curto, lamentou que a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) não estivesse presente, tendo em conta que é a organização que «assume publicamente a defesa dos interesses dos bombeiros».

Jaime Marta Soares adiantou que a Liga dos Bombeiros Portugueses «não reconhece credibilidade suficiente» a Fernando Curto para falar sobre a LBP.

«A liga não vai a reboque, nem se aproveita de iniciativas de qualquer organização ou cidadãos», afirmou o presidente da LBP.

A Liga dos Bombeiros Portugueses reuniu, este sábado, em Campo Maior, o conselho nacional, tendo sido um dos assuntos em análise os incêndios florestais deste ano.

Jaime Marta Soares disse que a LBP, através das várias federações, vai agora elaborar um relatório para avaliar a época de incêndios, que será apresentado em dezembro no conselho nacional.

O presidente da LBP não avançou com algumas das falhas já identificadas e que vão constar do relatório.