Lídia Freitas, a mãe do pequeno Daniel, terá tentado vender o filho por 30 mil euros. De acordo com o que a TVI conseguiu apurar, a mulher terá confessado à Polícia Judiciária (PJ), que inicialmente foi apresentado um valor de 130 mil euros, que depois baixou para 30 mil.

A mulher, agora detida e à espera que lhe sejam aplicadas medidas de coação, terá ainda confessado que contou com a cumplicidade de um homem a quem deu o nome de «Manuel» e que parte do dinheiro seria para tratar da outra filha, que sofre de problemas cardíacos.

A mãe de Daniel, o menino que esteve desaparecido durante três dias em janeiro no concelho da Calheta, deu sábado à noite entrada no estabelecimento prisional da Cancela, sendo suspeita de envolvimento no caso, disse fonte da Polícia Judiciária.

«Foi detida, foi constituída arguida e conduzida ao Estabelecimento Prisional da Cancela e volta na segunda-feira para ser ouvida pelo juiz de instrução», adiantou esta noite a mesma fonte.

A detenção da mãe de Daniel surge depois de desavenças com o pai da criança, na sequência das quais foram feitas acusações que levaram a PJ a efetuar várias diligências, designadamente interrogatórios, que começaram sexta-feira.

Daniel, um menino de 18 meses, foi dado como desaparecido desde a tarde 19 de janeiro, quando se encontrava num encontro familiar na casa do tio, localizada no sítio dos Reis Acima, na zona alta do concelho da Calheta, acabando por ser encontrado três dias depois por um profissional responsável pela distribuição de água de rega na Madeira entre as 07:00 e as 08:00 no meio da floresta.

Quando foi encontrada, a criança apresentava sinais de frio, mas segundo o pediatra que o observou no Hospital do Funchal, estava «clinicamente bem».

Na altura, o médico considerou «intrigante» que o bebé tenha conseguido sobreviver sozinho ao relento durante três dias e noites nas zonas altas da Calheta.

Após o alerta do desaparecimento da criança foi desencadeada uma operação de busca para encontrar o menino, mas, no fim da manhã do dia seguinte, o coordenador da PJ no Funchal deu por «terminadas» as buscas sem que a criança tivesse sido encontrada.

A detenção da mãe de Daniel acontece passados seis meses do seu desaparecimento.