A presença do filósofo alemão Jurgen Habermas e a apresentação de um estudo português sobre livro e leitura digital dominam a Conferência Internacional de Educação, esta segunda-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), em Lisboa.

A fundação retoma a realização deste encontro internacional, depois de uma interrupção de dois anos, dedicando-o aos desafios do livro e da leitura na era digital, com a revelação de um estudo inédito sobre o tema.

O estudo, desenvolvido pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia e que inclui um inquérito em 16 países, revela que a leitura de livros em formato digital não substituiu a dos livros em papel, mas há uma mudança do paradigma da leitura por causa dos novos suportes e da Internet.

Apesar de o encontro internacional ser dedicado aos desafios da era digital, a conferência de abertura ficará marcada por uma reflexão do filósofo Jurgen Habermas, de 84 anos, sobre «a transformação estrutural na democracia» na Europa.

Na conferência internacional, o sociólogo norte-americano John Thompson irá falar sobre o futuro do livro e será ainda apresentada a «Gramática do Português», obra em três volumes que resulta de dez anos de trabalho do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, em torno da língua portuguesa.

O constitucionalista Gomes Canotilho, a investigadora Maria Bacelar do Nascimento, o professor espanhol Luis Gonzalez Martin e o estudioso José Afonso Furtado são outros oradores convidados da conferência internacional.