A família da criança de 18 meses que esteve desaparecida durante três dias no Estreito da Calheta, na ilha da Madeira, disse esta segunda-feira estar satisfeita com o seu regresso a casa.

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«Neste momento já tenho o que mais quero em casa que é o Daniel», disse a mãe do Daniel, Lídia Freitas, quando chegou à sua casa no número 133 da Estrada do Lombo das Laranjeiras, na parte alta da freguesia do Estreito da Calheta.

A mãe, acompanhada pela tia Cátia, chegou à casa dos sogros, com quem vive, com o menino que foi imediatamente retirado da viatura e levado, envolto numa manta, para o interior da habitação.

«O Daniel graças a Deus está bem, agradecia a vocês [comunicação social] que [nos] dessem o nosso espaço porque o Daniel, neste momento, quer é estar perto da família», disse.

Também o avô, Agostinho Abreu, disse que com o menino em casa «está mais contente».

Rosa Sousa, a avó, também manifestou a sua satisfação dizendo estar «feliz e que o pesadelo já passou».

A tia, Conceição Sousa, sorridente, confessou-se feliz com a chegada à casa do Daniel: «ora então, não haveria de estar contente».

Daniel, de 18 meses, é o segundo filho (o primeiro é a Mariana de três anos) do casal Lídia Freitas e de Carlos Abreu, residentes no Caminho da Lombada das Laranjeiras, na parte alta da freguesia da Calheta, no concelho da Calheta, a oeste da ilha da Madeira.

A criança desapareceu no domingo, 19 de janeiro, da casa do tio Vicente no meio de uma reunião familiar.

Esteve desaparecido durante três dias, tendo aparecido na quarta-feira pelas 08:25, quando sete levadeiros foram surpreendidos pelo choro de uma criança que ecoava no meio de um matagal de feiteiras e eucaliptos, na passagem da Levada Nova.

A criança encontrava-se sentada e «debilitada», segundo o levadeiro que a encontrou, a 30 metros abaixo da Levada Nova e a cerca de 20 metros acima do trilho pedestre que por ali passa e a cerca de dois quilómetros da casa do tio Vicente.

A criança foi encontrada num estado hipotermia tendo sido levada para o Centro de Saúde local e, posteriormente, para o Hospital do Funchal Dr. Nélio Mendonça, onde se manteve até segunda-feira..

PSP, GNR, Guarda Florestal, Bombeiros Voluntários da Calheta, Polícia Judiciária e amigos do Daniel vasculharam os terrenos em volta da casa do tio Vicente mas nada encontraram tendo inclusivamente a Judiciária admitido a hipótese de rapto.

A Policia Judiciária continua as investigações com vista a descobrir o que realmente aconteceu ao menino nesse domingo, recorda a Lusa.