A resposta psiquiátrica e psicológica nas prisões está em rutura. A TVI apurou a existência de falhas graves. Nalguns estabelecimentos prisionais não há psiquiatras, nem psicólogos e todos os contratados têm um vencimento em atraso. O serviço é mantido pelos poucos profissionais afetos aos serviços prisionais.

A surpresa chegou por email: no dia 31 de dezembro de 2013, psicólogos, psiquiatras, entre outros profissionais afetos à empresa que presta cuidados médicos nas prisões, ficaram a saber que não regressariam ao trabalho. A decisão foi dos serviços prisionais.

No email a que a TVI teve acesso pode ler-se que a suspensão dos serviços faz parte de um plano de contingência. Tudo porque o concurso público, concluído no Verão e que entregou a prestação de serviços médicos nas prisões à empresa IAP, aguarda o visto prévio do Tribunal de Contas.

Para assegurar os cuidados médicos, foi feito um ajuste direto à referida empresa, mas que terminou a 31 de dezembro. Médicos e enfermeiros da empresa IAP continuam a trabalhar mas, tal como as outras especialidades, têm um vencimento em atraso.

Em conversa telefónica, o responsável pela IAP explicou à TVI que no fim do mês de janeiro os honorários serão liquidados e a prestação de serviços de saúde nas prisões regularizadas.

A situação ocorre em todo o país e as falhas não são completamente colmatadas pelos poucos profissionais do quadro.

A TVI contactou o Ministério da Justiça, do qual aguarda um esclarecimento.