Em 2014, ano em que o número de candidatos aumentou pela primeira vez desde 2008 - houve mais 1.989 candidatos (42.408 no total) do que em 2013 (40.419) -, aumentou também o número de colocados na 1.ª fase em relação ao ano anterior, ainda que de forma ligeira.

Quanto aos candidatos colocados na 1.ª opção, em 2014 registou-se uma quebra, com pouco mais de metade (54,4%) dos candidatos a terem uma nota média suficientemente alta para entrar no curso da sua preferência, contra os 60% em 2013.

Este ano são menos de 15% (12,2%) os candidatos colocados que não entraram numa das suas três primeiras preferências, mas, ainda assim, acima dos 9% do ano passado.

Das 50.820 vagas a concurso, 28.367 estavam disponíveis nas universidades e 22.453 nos politécnicos. Enquanto nas universidades a procura superou a oferta, com mais de 30 mil candidatos a terem como primeira opção um curso nestas instituições, nos politécnicos a procura em 1.ª opção foi cerca de metade do total de vagas disponíveis, mas acima da procura registada em 2013.

O ligeiro aumento da procura dos politécnicos traduziu-se numa maior percentagem de vagas ocupadas na 1.ª fase (58% em 2014 contra 55% em 2013) e num menor número de vagas sobrantes: 9.380 lugares ficaram por ocupar nos politécnicos este ano, menos 905 do que os 10.285 que ficaram vagos em 2013.

Quanto às universidades, 87% dos lugares ficaram ocupados na 1.ª fase, sobrando 3.788 vagas, praticamente o mesmo número do que em 2013, quando ficaram por ocupar 3.891 vagas.

No total, na 1.ª fase de acesso conseguiram colocação nas universidades 24.645 candidatos. Nos politécnicos foram 13.133.

O número de colocados, quer nas universidades, quer nos politécnicos, com origem no ensino profissional aumentou 18% em 2014 face ao ano anterior, com 1.691 alunos colocados, contra os 1.431 de 2013.

Os 1.691 alunos do ensino profissional ficaram colocados maioritariamente nos politécnicos com 1.074 vagas ocupadas, o que representa um crescimento de 20% quando comparado com o ano anterior. Os 617 colocados nas universidades representam um crescimento de 16% face a 2013.

Os números de acesso à primeira fase do concurso estão disponíveis no site da DGES.

A 2.ª fase de acesso ao ensino superior inicia-se às 00:01 de segunda-feira. Para a 2.ª fase, que decorre até 19 de setembro, ficam disponíveis as vagas não ocupadas na 1.ª fase e aquelas em que não se concretizou a matrícula dos alunos colocados.

Quase metade dos cursos com todas as vagas ocupadas

Quase metade dos cursos superiores ficaram com as suas vagas completamente preenchidas na 1.ª fase, mas há 73 cursos sem qualquer estudante colocado e 429 com menos de 20 alunos.

De acordo com os dados divulgados, 46,2% dos cursos, ou seja, 495 cursos, já não têm vagas disponíveis para as próximas fases de colocação no ensino superior.

No entanto, há 73 que não tiveram qualquer colocado, mais sete do que os 66 registados em 2013. Destes 73 cursos, a maioria (46) são na área da engenharia, à semelhança do que aconteceu no ano passado.

Reitores enaltecem ocupação de 87% das vagas nas universidades

O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) considera «especialmente relevante» o preenchimento de 87% das vagas do ensino universitário na primeira fase do concurso, encarando-o como um sinal de «grande confiança por parte dos jovens portugueses».

«Isto é um resultado muito bom, muito importante, que significa que, numa fase em que estão preocupadas com o seu futuro, continuam a acreditar que as universidades são a grande solução da qualificação superior», afirmou, em declarações à agência Lusa, o presidente do CRUP, António Rendas.

Aliás, no comunicado divulgado pelo Conselho de Reitores, vinca-se que o preenchimento de 87% das vagas «é especialmente relevante num contexto de retração de procura de formação superior»