O tempo instável, improvável nesta altura do ano, alterou o calendário do último dia de provas da inédita corrida aérea que decorreu entre Cascais e o Estoril.

Centenas de milhares de pessoas concentraram-se para apreciar as acrobacias dos pilotos no «Nos Air Race Championship».

Só este domingo foram cerca de 200 mil os portugueses que estiveram na baía de Cascais para ver ao vivo as máquinas loucas do «Nos Air Race Championship» a correr (ou melhor... voar) pelo primeiro lugar nas duas provas do calendário.

A mais importante, a final da Classe Extreme, teve muito de portuguesa. O terceiro lugar foi para o piloto da casa Jorge Fachadas que, numa luta renhida até ao fim, só foi superado pelo norte-americano Bob Mils e pelo italiano radicado em Portugal Santiago Sampietro, que venceu a prova.

Na outra final do dia, a da Classe Vintage, foi um português, Marco Rodrigues, a partir na frente, que com o decorrer da prova foi caindo na classificação. O espetáculo foi garantido acima de tudo pela norte-americana Jessy Panzer, única mulher em prova que galgou várias posições até à vice-liderança, numa corrida que, em vários momentos, passou literalmente a poucos metros das cabeças dos milhares de espectadores na baía de Cascais.

O terceiro classificado foi português. Marinho Pereira também subiu ao pódio. O primeiro lugar acabou por ser do britânico Keneth Tomsen, o mais velho de todos os pilotos presentes na «Nos Air Race», que não foi só um fim-de-semana de corridas. Várias demonstrações de acrobacias e das Forças Armadas com recurso a aeronaves deliciaram o público em cascais, que pôde ainda ver (e ouvir) dois F-16 da Força Aérea em voos rasantes.

E para terminar mesmo em grande foi o maior avião da TAP, o Airbus 340, a fazer o mesmo. A voar baixinho, como todos os aviões que estiveram na 1ª edição do «Nos Air Race Championship» em Portugal.

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