Atualização às 18:51

A sede do Banco Espírito Santos, junto à rua Barata Salgueiro, em Lisboa, foi alvo de buscas por parte do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), apurou a TVI.

Os investigadores estiveram de manhã no primeiro andar da sede do BES, onde funciona o Departamento de Mercados, no decorrer de diligências relativas ao processo judicial do caso BES Vida/EDP, que remonta a 2008, e que, por seu turno, está relacionado com a entrada em bolsa da EDP Renováveis. O BESI - Banco Espírito Santo de Investimento foi uma das entidades que montou a operação de entrada em bolsa.

O processo relativo a informação privilegiada sobre operação bolsista tem vários arguidos conhecidos desde janeiro, entre os quais José Maria Ricciardi, administrador do BES e presidente do BESI, e Amílcar Morais Pires, administrador do BES com o pelouro dos Mercados Financeiros.

Segundo o «Público», as buscas prendem-se com uma denúncia, de 2012, da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), por suspeita de crimes contra o mercado (abuso de informação privilegiada e manipulação de mercado) e envolvem as transações e subscrições de ações da EDP Renováveis, entre 15 de maio e 2 de junho de 2008, entre o BES e a BES Vida.

Em janeiro último, quando se soube que José Maria Ricciardi e Morais Pires tinham sido constituídos arguidos pelo MP, o BES emitiu um comunicado a informar «que o DIAP solicitou informações a quadros superiores do BES [nomeadamente a Ricardo Salgado] e do BESI no âmbito de uma investigação iniciada pela CMVM relativamente a transações de ações da EDP efetuadas, em 2008, entre o BES e a BES Vida».

O mesmo comunicado dizia ainda que «uma investigação interna, entretanto realizada após a notificação», apurou que «todas as operações identificadas se inscrevem na normal gestão de carteiras de valores mobiliários, sendo demonstrável a natureza transparente das mesmas».