Os 70 trabalhadores da Direção Geral de Energia e Geologia que pediram a mudança urgente de instalações vão ter de permanecer mais «dois/três meses» no edifício com amianto situado na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa.

O secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, disse, esta sexta-feira, após denúncia da situação, que a transferência de instalações aguarda apenas a autorização do Ministério das Finanças.

«Estamos na fase final de transferência dessas instalações. Depende ainda de uma autorização do Ministério das Finanças. Concluído este trâmite, já foi encontrado um edifício adequado à Direção-Geral de Energia e Geologia e isso já foi sinalizado por mim em junho de 2013», adiantou o governante.

«Tendo esta autorização final, penso que em dois/três meses a situação ficará resolvida», perspetivou Artur Trindade.

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Nove funcionários da Direção Geral de Energia e Geologia morreram de cancro que terá sido provocado por exposição prolongada a ambiente com amianto nas instalações deste organismo, que se situa na Avenida 5 de Outubro em Lisboa.

Há mais dez colegas que também adoeceram com cancro. Os testes realizados nas instalações foram analisados por médicos alemães, que garantiram que a doença «terá sido provocada por exposição prolongada a ambiente com amianto».

Nestas circunstâncias, os 70 trabalhadores da DGEG pedem a mudança urgente, numa carta a que a rádio TSF teve acesso.