Mergulhar em água fria num dia quente de verão pode ser bastante refrescante, mas também pode ser mortal. Um estudo da Universidade de Portsmouth, 2% das pessoas sofre arritmias quando o corpo entra em água fria. Já quando mergulhamos, a percentagem sobe para 82.

Em entrevista à TVI24, Pedro Bico, cardiologista, explicou que "o mergulho súbito em água gelada, sobretudo quando estamos muito tempo ao sol, pode condicionar alterações sobretudo a nível do coração, do sistema cardiovascular e do sistema respiratório".

Segundo o especialista, "o que vai acontecer é o chamado choque térmico, o golpe de frio", desencandeando "uma cascata de acontecimentos a nível cardiovascular".

"Todos nós já sentimos 'pele de galinha' quando entramos na água fria. Estes termorrecetores vão enviar mensagens para o sistema cardiovascular e então vai ocorrer um conjunto de variáveis que pode ser prejudicial. Começa por haver uma contração dos vasos e das artérias, aumenta a pulsação e o trabalho cardíaco, em termos globais, aumenta. Isto quando acontece em pessoas que tenham uma doença conhecida, ou eventualmente, alguns doentes que não o saibam, pode de facto despoletar a morte", afirmou Pedro Bico.