Um autocarro da empresa Resende incendiou-se esta quarta-feira em Valongo, no distrito do Porto, não tendo, contudo, sido necessária a intervenção dos bombeiros.

Segundo fonte dos Bombeiros Voluntários de Valongo, em declarações à agência Lusa, o alerta do fogo foi dado às 13:00. Quando os bombeiros chegaram ao local, na rua Conde Ferreira, o incêndio já tinha sido apagado com recurso a um extintor.

Na sexta-feira, um outro veículo da Resende incendiou-se em Matosinhos, sem causar feridos, mas tendo sido necessária a intervenção dos Bombeiros Voluntários de Leixões.

Nesse mesmo dia, o Conselho Metropolitano do Porto (CmP) mostrou-se “muito preocupado” com mais um acidente envolvendo aquela transportadora de passageiros e avançou ser necessário avaliar a concessão daquela empresa que vigora até ao final de 2017.

Temos tido informações preocupantes. Esta é mais uma e já solicitei ao vereador [dos transportes] e ao presidente [da Câmara de Matosinhos] o agendamento de uma reunião no sentido de avaliarmos o ponto de situação da Resende e o acordo existente com a Área Metropolitana e com a Câmara de Matosinhos”, disse à agência Lusa, Avelino Oliveira, secretário da comissão executiva com a responsabilidade da área dos transportes no CmP.

A reunião entre as partes decorreu esta quarta-feira, mas ainda não são conhecidas as conclusões.

Em outubro de 2016, um acidente com um autocarro da mesma operadora privada resultou numa vítima mortal e quatro feridos graves. O autocarro despistou-se na avenida Engenheiro Duarte Pacheco, em Matosinhos, e embateu na paragem da estação de metro, num autocarro e num automóvel.

Cerca de um mês depois, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) divulgou ter realizado uma fiscalização a viaturas de transporte público em Matosinhos, nove dos quais ficaram com documentos apreendidos.