Um abaixo-assinado, hoje entregue na Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), aponta diversas irregularidades ao concurso de ingresso na formação específica do internato médico de 2013.

No documento, os subscritores - mais de 900 candidatos -, além de médicos internos e especialistas e estudantes de medicina, que com eles se solidarizam, pedem a identificação dos responsáveis por «estes acontecimentos e irregularidades» e um «concurso justo e transparente», este ano.

Entre as irregularidades descritas contam-se a existência de 34 «vagas sem idoneidade formativa» no respetivo mapa, a alteração de prazos, atrasos no início da escolha da especialidade e falta de distribuição das 459 vagas de medicina geral e familiar pelos centros de saúde.

O abaixo-assinado, datado de 20 de dezembro, mas só hoje entregue na ACSS, será também enviado, para conhecimento, ao gabinete do ministro da Saúde, à Ordem dos Médicos, aos sindicatos do setor e aos partidos com assento parlamentar.

O documento alega que, no concurso em causa, não foi cumprido o prazo de dez dias entre a publicação do mapa de vagas e a realização de opções, e que o calendário para a escolha da área de especialização foi alterado intempestivamente e publicado «um dia antes do início da escolha» estipulada anteriormente.

Os queixosos apontam, também, o caso de um candidato a quem, advogam, foi interdita a escolha da vaga de medicina desportiva no Centro Nacional de Medicina Desportiva de Coimbra.

A agência Lusa procurou, sem sucesso, confrontar a ACSS com as acusações levantadas.