Habitantes do concelho da Moita foram surpreendidos com uma fatura de água com um valor acima do habitual, que em alguns casos duplicou ou triplicou, uma situação que a autarquia explica com as leituras realizadas em maio.

Paulo Silva, morador na vila da Moita, explicou à Lusa que a sua fatura de água nunca chega aos 25 euros, mas que este mês recebeu um fatura de 127 euros, afirmando que não percebe como é que ele e a mulher podem ter gastado tanta água.

«Esta situação costuma acontecer algumas vezes no concelho, pelos relatos que ouço, e desta vez calhou-me a mim. Tenho uma empresa em Palmela, onde se gasta mais água, e a fatura não passa dos 90 euros. A este preço antes fosse cerveja», ironizou.

O morador afirmou que tem conhecimento de outros casos no centro da vila de faturas que ultrapassam em muito o normal.

«Falei com algumas pessoas e há casos com faturas de 300 ou 400 euros. A informação que me deram é que tenho que pagar, o máximo que me podem fazer é dividir em prestações», referiu, indignado.

Luís Soeiro tem um estabelecimento comercial na Moita e a sua fatura duplicou este mês, referindo que as informações que lhe deram é que se tratavam de acertos.

«Costumava pagar um determinado valor e a fatura que veio é quase o dobro. Tem havido mais pessoas a queixar-se e tenho aqui ao lado um outro comerciante que também notou a fatura mais elevada», afirmou.

O vereador Miguel Canudo, da Câmara da Moita, disse à Lusa que são feitas leituras nos locais de consumo, sejam habitações ou estabelecimentos em janeiro, maio e setembro, explicando que podem ter acontecido acertos na faturação.

«Não recebemos nenhuma queixa mas como são feitas leituras reais pode acontecer um aumento da faturação e originar casos destes. O que pedimos à população é que venha falar connosco para vermos a sua situação e aconselhamos a que deem a leitura da água através da linha verde ou online», apelou.

O autarca explicou que uma rotura na canalização, um aumento de consumo pontual ou uma avaria no contador podem também originar aumentos na fatura.

«As pessoas devem vir à Câmara para se ver a situação, pois estou a falar em abstrato. Devem também dar a contagem, pois assim evitam que, após uma leitura real, tenham uma fatura muito elevada», concluiu.