Mais de 500 mil pessoas são esperadas em Cascais, entre sexta-feira e domingo, para assistir a uma corrida de aeronaves inédita em Portugal, que conjuga a competição com o espetáculo acrobático.

O arranque do evento foi dado hoje no aeródromo de Tires, numa cerimónia presidida pelo ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, que destacou a «NOS Air Race Championship» como uma «parceria público privada virtuosa».

«Faz todo o sentido que haja uma associação da Força Aérea com este evento e da visibilidade da aeronáutica, de Cascais e de Portugal, por isso é que é uma parceira público privada virtuosa», disse o ministro.

Aguiar-Branco considerou ainda a iniciativa «muito importante» por ser uma forma de as Forças Armadas poderem «mostrar a sua polivalência» e a sua vertente de «serviço publico».

«Às vezes estranham que as Forças Armadas se juntem a este tipo de iniciativas, mas isso não tem nada de estranho, porque há essa intenção de aproximação às pessoas», sustentou.

A Baía de Cascais vai receber, entre sexta-feira e domingo, uma iniciativa inédita em Portugal, com uma corrida de aeronaves, ideia proposta por Nuno Molarinho e Sérgio Teixeira que, depois de terem presenciado o espetáculo em Reno, nos Estados Unidos, decidiram trazer o projeto para Portugal.

«Há grandes expetativas, temos pilotos fantásticos, internacionais, com muita experiência e que vão abrilhantar a Baía de Cascais», afirmou Nuno Molarinho à agência Lusa, sublinhando que a intenção é levar o projeto a toda a Europa.

A competição traduz-se numa corrida de oito aviões ao mesmo tempo numa pista oval entre a Praia do Tamariz e a Marina de Cascais.

O circuito será delimitado por infraestruturas próprias a 25 metros do mar e que as voltas, num total de dez, serão «muito rápidas e com muita adrenalina».

Numa primeira fase, correm quatro aviões de cada vez que serão cronometrados e uma superqualificação, em que dois aviões correm em simultâneo.

No final, serão contabilizados os melhores tempos e a corrida de acordo com uma grelha final, em que os aviões partem alinhados e à frente vai o que teve melhor tempo.

A competir estarão duas classes de aviões: a classe «vintage», cuja estética remonta aos aviões da Segunda Guerra Mundial, e a classe «extreme», mais modernos e vocacionados para acrobacias.