O presidente da Câmara de Miranda do Douro manifestou hoje «pesar e consternação» pela morte do bombeiro pertencente aos quadros da corporação local, ferido na quinta-feira num incêndio.

«Vive-se um momento de pesar e consternação pela morte de um bombeiro que era o rosto de voluntariado e que faleceu em defesa de uma causa pública. O bombeiro era muito dinâmico, amigo do amigo, camarada e daí que o sentimento na cidade seja de grande pesar», disse Artur Nunes.

Segundo o autarca, desde o início o estado do bombeiro afigurava-se muito reservado e durante os últimos dias a população do concelho mostrava grande apreensão em relação à evolução do estado do bombeiro.

«Desde logo acompanhámos o evoluir do estado de saúde do bombeiro e sempre com um grande sentimento de preocupação», frisou.

O bombeiro, António Nuno Ferreira, apresentava um quadro clínico «muito grave», com disfunção cardiopulmonar, não tendo resistido à gravidade das queimaduras.

O homem morreu esta madrugada no Hospital da Prelada, no Porto, não resistindo às queimaduras que lhe cobriam mais de 90 por cento do corpo.

António Nuno Ferreira, operador de central no quartel dos bombeiros de Miranda do Douro, era casado e deixa um filho menor. O bombeiro era natural de São Martinho de Angeira, uma aldeia próximo do local do incêndio.

O seu colega que também ficou ferido, de 25 anos, mantém um prognóstico muito reservado, referiu hoje o hospital, em comunicado, salientando que a equipa médica continua a acompanhar o caso.

Os dois bombeiros ficaram feridos na quinta-feira, num incêndio em Miranda do Douro, dado como dominado às 19:51, que provocou ferimentos ligeiros a mais três elementos da corporação.

Estes membros da corporação foram surpreendidos numa mudança brusca de vento e ficaram encurralados no meio do fogo, entre Cicouro e São Martinho de Angeira, junto à fronteira com Espanha, contou à agência Lusa o comandante Luís Martins.

As chamas destruíram também o veículo do dispositivo de combate a incêndios em que os bombeiros se deslocavam.