Um militar da GNR foi violentamente agredido por um assaltante em Loulé, tendo sofrido ferimentos nas costas com uma pedra, escoriações na cara e várias dentadas na mão direita, segundo o «Diário de Notícias».

Na sequência deste caso, a Associação dos Profissionais da Guarda exige medidas ao ministério da Administração Interna, referindo que as agressões aos militares são «cada vez mais recorrentes».

Segundo a APG/GNR, o ministro Miguel Macedo não tem razão ao justificar «a redução de efetivo com a redução da criminalidade que, em seu entender, tem tendência para diminuir por via do envelhecimento da população».

«Não é essa a experiência dos homens e mulheres que no terreno, diariamente, garantem a segurança pública e que se têm deparado recorrentemente com situações de grande violência e com uma criminalidade cada vez mais sofisticada, com meios bem superiores aos disponíveis pelas forças de segurança», diz a Associação em comunicado.

A APG pede urgentemente à tutela que «ponha ao seu dispor os meios essenciais» para assegurar a segurança dos cidadãos e dos próprios militares e denuncia que «os profissionais da GNR continuam completamente desprotegidos em caso de agressão».

«Mesmo a legislação penal não é eficaz nem célere o suficiente para que seja dissuasora da prática de agressões contra agentes da autoridade. Urge uma alteração legislativa neste campo», apelam.

De acordo com a mesma nota, os militares feridos em serviço estão ser obrigados a regressar ao trabalho quando ainda deviam estar a recuperar «por serem duramente penalizados no seu rendimento mensal, o que é a todos os títulos inaceitável».