O tribunal de Aveiro condenou esta quarta-feira a sete anos de prisão um homem suspeito de ter assaltado, em menos de 15 dias, três postos de abastecimento de combustíveis na região, enquanto o seu alegado cúmplice foi absolvido.

Os dois arguidos, de 22 e 29 anos, estavam acusados da prática de crimes de roubo agravado, furto qualificado e condução sem carta.

Para o coletivo de juízes «ficou provada a generalidade dos factos constantes da acusação».

Durante a leitura do acórdão, a juíza presidente explicou que o tribunal não teve dúvidas de que o arguido mais novo participou nos assaltos.

«As imagens das câmaras de videovigilância mostram que é ele, apesar de ter uma meia de vidro na cabeça, e as testemunhas identificaram-no», referiu a magistrada.

Em cúmulo jurídico, foi condenado na pena única de sete anos de prisão por quatro crimes de roubo, um crime de furto qualificado, um crime de furto simples e quatro crimes de condução sem carta.

O arguido, que se irá manter na situação de prisão preventiva, terá ainda de pagar 1.160 euros de indemnização ao proprietário de uma das viaturas furtadas.

Relativamente ao alegado cúmplice, que teria participado em dois dos assaltos, a juíza referiu que o arguido «não se vê nas imagens e também ninguém o referiu», pelo que foi absolvido.

Os assaltos ocorreram em setembro do ano passado e tiveram como alvo três postos de abastecimento de combustíveis em Aveiro e Águeda.

Segundo o despacho de acusação, o principal suspeito entrava no estabelecimento com uma meia de vidro enfiada na cabeça e munido de uma faca ou uma catana e obrigava os funcionários a darem-lhe todo o dinheiro que tinham na caixa registadora e tabaco, enquanto o seu cúmplice o aguardava no lado de fora do posto.

Nos três assaltos, foram roubados cerca de 500 maços de tabaco, no valor global de 1.800 euros, cerca de 2.000 euros em dinheiro, um cheque no valor de 567 euros e um telemóvel.

O último roubo aconteceu apenas dois dias depois de o arguido mais novo ter sido condenado pelo tribunal de Ílhavo a um ano e dois meses de prisão, com pena suspensa, por um crime de furto e outro de condução sem habilitação legal.

Antes disso, o indivíduo já tinha sido condenado a nove meses de prisão, também com pena suspensa, por um crime de furto na forma tentada e dois crimes de injúria agravada.