O ritmo e as mudanças de hábitos nas grandes cidades e as preocupações ambientais têm provocado alterações na oferta das agências funerárias.

Paulo Carreira, da Servilusa, sublinha que, como os habitantes das grandes cidades vão deixando de visitar os cemitérios e como se verifica, cada vez mais, o desapego à terra e às sepulturas, a cremação tem vindo a ganhar adeptos.

Este processo tem aumentado gradualmente no país. Em 2012, foram cremados 12 032 corpos em Portugal.

Por outro lado, as empresas funerárias vão aumentando as opções que oferecem aos clientes em termos de urnas e caixões. As preocupações ecológicas estão, cada vez mais, patentes na oferta e na procura.

Para depositar as cinzas no mar ou na terra, há soluções em terracota, papel ou com base de sal. Um produto a lançar pela Servilusa tem a forma de uma semente e uma ranhura, onde podem ser colocadas mensagens de despedida em papel reciclado.

Há também os pacotes que incluem a plantação de uma árvore no terreno, no local onde são colocadas as cinzas.

A aposta no ambiente, aliada à falta de manutenção das campas são as principais razões pelas quais se começa a optar por este tipo de produto.