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Tratamento «revolucionário» para cancro do estômago

Permite aumento de sobrevivência de alguns doentes com tumor gástrico avançado

Por: Redacção / VG    |   2010-04-08 16:12

Um novo tratamento contra o cancro do estômago permite aumentar a esperança média de vida de doentes com tumor gástrico avançado, revelou um especialista esta quinta-feira, considerando o medicamento «revolucionário».

O secretário-geral do Grupo Português de Investigação do Cancro Digestivo (GPICD), Sérgio Barroso, afirmou à Lusa que, apesar de ainda não ser possível a cura do cancro gástrico avançado, trata-se de «um passo importante no seu tratamento».

«Este grupo de doentes é difícil de tratar com uma doença avançada e, com este novo tratamento, vamos melhorar a sobrevivência dos doentes e a sua qualidade de vida», considerou.

A nova abordagem terapêutica, já aprovada na Europa, mas que ainda aguarda «luz verde» em Portugal, permite «aumentar significativamente a sobrevivência» de 20 por cento dos doentes com tumor gástrico avançado.

«Em média, o doente com cancro gástrico avançado vive à volta de 11 meses e, com este tratamento, passa a viver cerca de 16 meses. Temos um aumento de mais de quatro meses para este grupo de doentes», referiu o especialista.

O estudo vai ser apresentado e discutido, na sexta-feira, nos «Encontros da Primavera - Oncologia 2010», iniciativa que reúne cerca de 500 especialistas nacionais e internacionais, que vão debater as últimas evoluções da área oncológica, ao nível científico e pedagógico.

Sérgio Barroso, organizador do encontro, apontou como «revolucionário» este novo tratamento para o cancro do estômago, que é a segunda causa de morte mais comum a nível global e a terceira em Portugal.

A abordagem terapêutica consiste na administração de um conjunto de medicamentos, em associação com a quimioterapia, que «vão inibir e destruir as células do tumor gástrico, traduzindo-se numa maior controlo da doença», explicou.

No entanto, «só é eficaz» em cerca de 20 por cento dos doentes com cancro no estômago, pois «o medicamento liga-se a um sítio específico das células do tumor que só um quinto desses doentes tem».

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