O Tribunal de Alenquer condenou esta sexta-feira cinco arguidos a penas de prisão entre os sete e os 18 anos por assaltos violentos a residências e estabelecimentos comerciais em vários pontos do país e absolveu outros três.

Entre os 10 arguidos, o coletivo de juízes, presidido por Carla Ventura, condenou cinco a penas de 18, 16, 13, 12 e sete anos de prisão. Outros dois não têm paradeiro conhecido, pelo que os crimes de que estão acusados passaram a constar de outro processo para serem julgados em separado.

Os cinco arguidos com pena de prisão, entre os 23 e os 44 anos, foram condenados por crimes de roubo qualificado, homicídio na forma tentada, ofensas à integridade física agravadas e posse de arma proibida. Os factos ocorreram em concelhos dos distritos de Lisboa, Portalegre e Santarém.

O tribunal deu como provado que, entre julho de 2010 e janeiro de 2012, o grupo foi autor de assaltos à mão armada a um estabelecimento de troca de dinheiro e a residências, onde os arguidos entravam por arrombamento de portas e janelas, e agredia fisicamente os seus proprietários ou apontava-lhes armas.

Em junho de 2010, o alvo foi uma habitação no concelho de Torres Novas, Santarém, onde o dono da casa foi esfaqueado e foram disparados tiros na sua direção. Outras pessoas foram agredidas a soco e a pontapé pelos assaltantes, que deixaram um prejuízo de mais de 12 mil euros.

Um ano depois, em junho de 2011, escolheram uma residência em Coruche, também no distrito de Santarém: forçaram a entrada à proprietária e sufocaram-na com uma almofada enquanto vasculhavam a habitação.

Das residências levavam não só dinheiro, como outros objetos, desde televisões, máquinas fotográficas computadores portáteis, relógios, artigos em ouro, cartões bancários, telemóveis ou viaturas.

Os arguidos estavam também acusados de diversos roubos por esticão a idosas, mas foram absolvidos de alguns deles.

Depois de adiado várias vezes, o julgamento começou a 05 de março deste ano, com mais de uma centena de testemunhas.

Após a entrada em vigor do novo mapa judiciário em setembro, o Tribunal de Alenquer deixou de julgar processos-crime de especial complexidade, como era o caso deste, e outros grandes com elevadas molduras penais.