Cinco arguidos acusados de tráfico de explosivos e mediação de armas nos concelhos de Paredes, Marco de Canaveses e Penafiel foram hoje condenados a penas suspensas até cinco anos de prisão.

O coletivo de juízes do Tribunal de São João Novo, no Porto, decidiu que um dos arguidos teria que cumprir quatro anos e meio de prisão, enquanto aos restantes quatro foi atribuída uma pena de cinco anos, todas da forma suspensa.

Todos estiveram em prisão preventiva ao longo da investigação.

O juiz garantiu que «foi tido em consideração o facto de os arguidos não terem quaisquer antecedentes», bem como «trabalharem numa pedreira», e terem que lidar com material explosivo diariamente para trabalhar.

Os detidos agora libertados são empresários que detinham licença da PSP para comprar explosivos e os usar em obras, mas vendiam as sobras a terceiros não autorizados. O crime de tráfico e mediação de armas é punível com prisão entre dois e dez anos.

Segundo a Procuradoria-Geral Distrital do Porto, os factos ocorreram em 2012 e 2013 e «reportam-se à atividade, reiterada e clandestina, de aquisição, transporte, armazenamento e venda de produtos explosivos, nomeadamente pólvora, rastilhos, detonadores elétricos e pirotécnicos, velas explosivas e explosivos de hidrogel».

Durante a investigação, que durou nove meses, foram apreendidos cerca de 225 quilos de explosivos, 12 armas de fogo, três facas e 475 munições de diversos calibres.