O tribunal de Aveiro condenou hoje seis jovens suspeitos de pertencerem a uma rede internacional de tráfico de droga a penas de prisão efetiva que vão dos quatro anos e meio aos sete anos.

Os arguidos, com idade entre os 25 e 29 anos, estavam acusados de um crime de tráfico de estupefacientes em coautoria.

A pena mais grave, de sete anos de prisão efetiva, foi aplicada a um dos cabecilhas do grupo.

«Foi a pessoa que mais intervenção teve nestes factos e que estava mais dentro da organização», disse a juíza presidente, durante a leitura do acórdão.

O outro cabecilha foi condenado a seis anos e meio de prisão efetiva, porque o coletivo de juízes entendeu que o arguido não teve uma atuação «tão preponderante».

Outros dois arguidos foram condenados a penas de prisão efetiva de cinco anos e quatro anos e nove meses, enquanto o casal que foi contratado para ir ao Equador buscar a droga foi condenado a quatro anos e meio de prisão.

No mesmo julgamento, foi ainda condenado um outro arguido a um cúmulo jurídico de dois anos e nove meses de prisão, por um crime de tráfico de menor gravidade e outro de detenção de arma proibida.

O tribunal decidiu não suspender a pena a nenhum dos arguidos, devido às exigências de prevenção geral, explicou a juíza presidente.

Os arguidos vão continuar em prisão preventiva a aguardar o trânsito em julgado da decisão e a jovem irá manter-se com a obrigação de permanecer na residência com vigilância eletrónica.

Segundo a acusação, os dois cabecilhas do grupo dedicavam-se à compra e venda de estupefacientes desde 2011, tendo nesse mesmo ano desenvolvido diligências para importar cocaína da América do Sul.

O grupo viria a ser desmantelado em julho de 2012, quando a Polícia Judiciária (PJ) surpreendeu no aeroporto Sá Carneiro, um casal que regressava do Equador, na posse de cerca de um quilo de cocaína.

Segundo a PJ, a droga apreendida apresentava um «elevado grau de pureza» e daria para confecionar mais de 20 mil doses individuais, que seriam introduzidas no mercado aveirense.

Na operação policial foi ainda apreendido haxixe suficiente para cerca de cinco mil doses individuais.

A PJ referiu ainda que o grupo já tinha «perdido» no Peru outro «correio de droga», quando se preparava para deixar o país na companhia de um dos suspeitos.