Várias dezenas de pessoas, incluindo dirigentes sindicais e autarcas, manifestaram-se esta quarta-feira em Sines contra o fecho do tribunal local e pela manutenção do serviço de Finanças, tendo sido prometidas novas ações de protesto.



De acordo com a Lusa, o recém-criado movimento de Utentes dos Serviços Públicos de Sines pretende avançar com abaixo-assinados para entregar aos órgãos autárquicos locais, ao Governo e aos grupos parlamentares.



O grupo espera que o Governo «retroceda» na decisão de encerrar o Juízo Misto do Trabalho e da Família e Menores de Sines, tomada no início de fevereiro em Conselho de Ministros, bem como evitar uma medida semelhante em relação ao serviço de Finanças.



«A população tem uma força enorme. Se estivermos todos juntos, acho que conseguimos», disse à agência Lusa Sandra Garcia, uma das impulsionadoras do movimento.



A concentração decorreu esta quarta-feira ao final da tarde junto ao serviço de Finanças de Sines, em relação ao qual há o «receio» de que feche, por iniciativa da União Local de Sindicatos de Sines, Santiago do Cacém, Grândola e Alcácer do Sal, do Sindicato da Função Pública e da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos.



Estas estruturas alegam que Sines «é o principal polo industrial do país» e que o encerramento do tribunal «implicará custos acrescidos para os trabalhadores e para a população», além de representar» um atraso inqualificável no funcionamento do sistema judiciário».



O presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais, Fernando Jorge, referiu que a decisão de encerrar o tribunal de Sines é «política» e «economicista», uma vez que, «só» desde o início de fevereiro, deram entrada neste serviço «mais de 100 processos».



Nuno Mascarenhas (PS), presidente da Câmara Municipal de Sines, adiantou que o Executivo poderá avançar com uma providência cautelar ou uma ação popular para travar o encerramento do tribunal, estando também «a estudar» medidas em relação ao serviço de Finanças.