A TVI sabe que as famílias das vítimas avançaram com mais uma queixa-crime de favorecimento pessoal. Em causa está o crime de obstrução à justiça.

As seis famílias consideram que depois da tragédia, terá existido uma atividade concertada para eliminação de provas e condicionamento de testemunhas, de forma a proteger João Gouveia, o único sobrevivente.

Envolvidos poderão estar elementos do COPA - a comissão oficial de praxe académica - e honoris duxs. De acordo com os avós de Andreia Revez, elementos femininos do COPA estiveram na sua casa e tiveram acesso ao telemóvel da aluna.

«Eu soube que elas mexeram no telemóvel porque tinha o telemóvel no quarto e no outro dia fui lá e nem vi o telemóvel», afirma Nautília Revez.

Segundo esta queixa, a mensagem passada ao mais alto nível tem sido clara: quem quebrar o pacto de silêncio, sofrerá as consequências.

A investigação da TVI teve ainda acesso a sms enviados por uma das vítimas, no dia da tragédia, em que diz estar alcoolizada e muito mal, referindo-se ao fim de semana que estava a decorrer no Meco.