Por: tvi24 / PP | 19- 2- 2011 23: 8
O género, a nacionalidade e o tipo de deficiência são factores de disparidade no emprego, indica um estudo junto de 63
pequenas e médias empresas (PME) portuguesas a que a Lusa teve acesso.
De acordo com o estudo, coordenado pelo IPAM¿The
Marketing School e realizado junto de 63 PME certificadas pela ISO 9001 (normas técnicas que estabelecem o modelo de gestão
da qualidade nas empresas), a etnia e a deficiência continuam a constituir um entrave ao emprego.
O estudo, que não
refere quando realizou os inquéritos às empresas, foi divulgado na véspera do Dia Mundial da Justiça Social, que se assinala
no domingo.
A nacionalidade constitui igualmente um entrave ao emprego já que 97 por cento dos trabalhadores daquelas
empresas são portugueses.
Relativamente às dificuldades de integração no emprego, os cegos lideram a tabela (com
71,6 por cento), seguindo-se a etnia cigana (47,3), a surdez (44,6 por cento), os jovens com dificuldade de aprendizagem (43,3
por cento), os ex-reclusos (36,5 por cento), os portadores de deficiência motora (34 por cento) e ex-toxicodependentes (33,8
por cento).
Das empresas inquiridas, perto de metade afirma que nunca teve candidatos com deficiência e 19 por cento
das empresas admitem não estar preparadas ao nível das acessibilidades físicas para empregar trabalhadores com deficiência.
O
género é outro dos entraves já que 59 por cento dos trabalhadores daquelas 63 empresas são homens contra 41 por cento de mulheres.
A
maior diferença regista-se ao nível dos cargos de chefia, sendo que 78 por cento destes são ocupados por homens enquanto apenas
21 por cento das chefias são mulheres.
A disparidade é também visível na diferença salarial já que o salário médio
dos homens ronda os 849 euros e o das mulheres 721.
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