O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) assegurou esta quinta-feira que, até às 19:26, "nenhuma chamada ou emergência ficou por atender", devido à greve de 24 horas dos seus trabalhadores.

Em comunicado, enviado à Lusa àquela hora, o INEM refere que "nenhuma chamada ou emergência ficou, até ao momento, por atender", alegando que o Sistema Integrado de Emergência Médica, que gere, deu "resposta a cem por cento".

Segundo a nota, a paralisação de hoje, que começou às 00:00 e termina às 24:00, teve uma adesão de 17 por cento dos trabalhadores.

"Não vou entrar em guerra de números", declarou à Lusa, quando confrontado com os dados do INEM, Luís Pesca, dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, estrutura que convocou a greve.

Luís Pesca assinalou, no entanto, a este propósito, que os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) estão a funcionar com serviços mínimos.

Hoje de manhã, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais apontou a situação de várias ambulâncias paradas no país, ressalvando que os serviços mínimos estavam a ser cumpridos e que nenhuma chamada ou emergência ficara por atender.

Em Lisboa, estiveram paradas, de manhã, oito de 13 ambulâncias e no Porto uma em seis ambulâncias.

Hoje de manhã, na capital, e na sequência da greve, várias dezenas de trabalhadores do INEM manifestaram-se em protesto pela falta de conclusão da carreira que estava a ser negociada com o Governo.

Em resposta, no comunicado, o INEM acusa a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais de ter inviabilizado "os prazos legais estipulados para a viabilização e aprovação, em sede própria", da carreira de técnico de emergência, ao não ter assinado "a proposta validada pelo Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência".