As autoridades ambientais portuguesas informaram hoje os municípios do Baixo Guadiana de que o aparecimento de peixe morto no rio se deve a uma toxina sem riscos para a saúde pública, disse um dos autarcas.

Luís Gomes, presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, disse à agência Lusa que esta informação ¿tranquilizadora¿ foi dada hoje pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), numa reunião que juntou também a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e os presidentes dos municípios de Castro Marim, José Estevens, de Alcoutim, Francisco Amaral, e o Alcaide de Ayamonte (Espanha), José Rodriguez Castillo.

Estes municípios, situados na fronteira luso-espanhola da foz do Guadiana, têm estado nas últimas três semanas a braços com toneladas de peixes mortos que aparecem no rio, sem que até agora se tivesse descoberto a origem do problema.

«A origem do problema é natural e o peixe estará a morrer devido a uma toxina. As entidades deram-nos a garantia de que não há risco para a saúde pública», afirmou o autarca de Vila Real de Santo António.

Mais de uma dezena de embarcações têm participado na remoção das toneladas de peixe morto que está a aparecer no rio Guadiana, entre Alcoutim e a foz, segundo o capitão do porto de Vila Real de Santo António.

O comandante Ventura Borges afirmou na quarta-feira à agência Lusa que estavam «13 embarcações, cinco da Marinha e oito de pescadores que foram contratadas pelas câmaras, a realizar os trabalhos de remoção do peixe morto».

Ventura Borges, capitão do porto de Vila Real de Santo António, explicou na ocasião que «as três análises efetuadas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), através da Administração da Região Hidrográfica do Algarve, revelaram valores normais e sem risco para a saúde pública na água», mas ainda não eram conhecidos os resultados das que tinham sido também feitas aos peixes.

Na quarta-feira, Ventura Borges reconhecia a «preocupação» pela situação, sobretudo porque a origem ainda não tinha sido determinada.

Agora, os autarcas receberam a informação de que o peixe estará a morrer devido ao aparecimento dessa toxina, que não é prejudicial aos humanos, conclusão que foi também confirmada na reunião de hoje pelas autoridades espanholas responsáveis pela monitorização ambiental, segundo Luís Gomes.